Carreira

Quais são as habilidades do futuro e como utilizá-las para fazer um bom recrutamento?

Time Goowit
Escrito por Time Goowit em 11 de agosto de 2020
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Em um processo de recrutamento e seleção, é necessário avaliar mais do que somente qualificações técnicas. Com o avanço da tecnologia, as mudanças no mercado de trabalho e as novas necessidades das organizações, os candidatos precisam ir além. As chamadas habilidades do futuro são as competências que vêm sendo valorizadas pelas empresas e tendem a ser requisitos para os próximos anos. 

Essas habilidades são fundamentais para tornar os negócios mais competitivos e atualizados sobre o que o mercado consumidor precisa. Com isso, será cada vez mais priorizado o quão rápido um profissional consegue aprender e executar tarefas e menos o que ele sabe fazer. 

Para tornar a sua contratação mais acertada e eficiente para os objetivos da empresa, neste artigo, confira quais são essas habilidades do futuro a serem priorizadas nos candidatos. Boa leitura!

Habilidades sociais e emocionais

A inteligência emocional já é considerada uma das habilidades do futuro, pois está relacionada à capacidade de o profissional controlar as suas emoções em situações adversas e gerenciar a sua reação ou o modo de lidar com o outro. Ela também está ligada a fatores sociais e empáticos, que são essenciais para o trabalho em equipe, e de persuasão. 

Ao contrário do que alguns acreditam, nem sempre as pessoas nascem com essas competências. Elas podem, sim, ser aprendidas ao longo da vida pessoal e profissional de todo indivíduo. Um bom exemplo dessas habilidades do futuro que podem ser desenvolvidas são as soft skills. 

Esse termo é utilizado para definir as capacidades técnicas de gestão de tempo e de conflitos, de comunicação e de adaptação aos mais variados ambientes de trabalho e situações. Também é importante ressaltar que as habilidades sociais e emocionais são fundamentais tanto em cargos operacionais e técnicos quanto em posições de liderança

Habilidades cognitivas avançadas

As habilidades cognitivas avançadas não podem ser substituídas por máquinas, computadores e nem mesmo robôs, sendo exatamente por isso que são altamente valorizadas pelas organizações. Essas são competências que envolvem a capacidade criativa, de solução de problemas complexos e de pensar em situações de tensão e pressão. 

Também entra nas habilidades do futuro a capacidade de flexibilidade cognitiva. Ela diz respeito à competência de ampliação da maneira de pensar em relação às situações e aos problemas, de modo que se pode planejar e executar novas maneiras de solucionar entraves.

No novo mercado de trabalho e com as novas necessidades das empresas, pessoas flexíveis e abertas a ideias e mudanças são vistas como profissionais capazes de desenvolver projetos e contribuir para o crescimento do negócio. Esse conceito está relacionado à neuroplasticidade — ou à plasticidade neural —, que é a capacidade que o nosso cérebro tem de adaptação a mudanças por meio da atividade do sistema nervoso central. 

Por isso, alguns colaboradores não têm tantas dificuldades em se adequar a novos setores e funções dentro de uma empresa, enquanto outros enfrentam mais desafios e precisam de mais tempo para a adaptação. Para desenvolver essa habilidade, é necessário quebrar a ideia de que já sabemos de tudo, mesmo quando dominamos um assunto.

A neuroplasticidade tem a ver com aprender e reaprender. Dessa forma, você estará exposto a experiências diferentes e sairá da sua zona de conforto, fator esse que é o caminho para que o seu cérebro aprenda sobre o desconhecido. 

Habilidades de julgamento e de tomada de decisões

Tarefas repetitivas e manuais já vêm sendo substituídas por máquinas, softwares e equipamentos. Por isso, os profissionais precisam se adequar para operar essas tecnologias e atuar em processos que estão longe de ser automatizados. 

As inovações tecnológicas das empresas lidam com grandes e complexos volumes de informações a todo o momento. Elas fazem a coleta de dados importantes, armazenam e compartilham. No entanto, é preciso que pessoas julguem e tomem as decisões sobre como utilizar esses dados e as informações, quando elas são úteis e quais são relevantes. Depois, é necessário usá-los como base para desenvolver estratégias e tomar decisões complexas. 

Diante dessa nova realidade, as habilidades do futuro também requerem capacidade de interpretar, julgar e encontrar uma lógica nesses dados brutos. Essas competências envolvem o pensamento crítico, a capacidade de analisar situações complexas para enxergar diferentes contextos e, até mesmo, a coragem para tomar decisões e aplicá-las na organização. 

Essas serão habilidades muito priorizadas e buscadas pelas empresas. Isso porque as máquinas e tecnologias ficaram responsáveis por tarefas simples, repetitivas e manuais, enquanto a força de trabalho humana precisará lidar com questões cada vez mais complexas e que geram impactos nas organizações, na sociedade e no mercado. 

Habilidades de coordenação com os outros

Saber se comunicar e lidar com pessoas é uma habilidade primordial desde sempre e isso tende a se manter. Quando uma equipe não tem o mínimo de entrosamento e de colaboração, dificilmente fará um trabalho eficiente. As competências interpessoais estão relacionadas à capacidade de lidar com opiniões contrárias, maneiras diferentes de trabalhar e modos de estabelecer uma comunicação eficiente, clara e direta. 

Saber coordenar é entender como lidar com pessoas e alinhar as suas expectativas às ações dos outros. Essa é uma capacidade que exige muita empatia, compreensão e divisão estratégica de tarefas. O alcance de metas e a obtenção de resultados estão diretamente ligados a esse processo de coordenação dos outros, principalmente porque, por meio dessa habilidade do futuro, conseguimos identificar e aproveitar o melhor de cada profissional. 

Não é à toa que grande parte dos processos seletivos conta com dinâmicas de grupo para avaliar justamente o trabalho em conjunto e as habilidades de cada candidato quando submetido a ideias e à liderança de outras pessoas. Assim como as demais competências, a coordenação de pessoas e equipes é algo que pode ser aprendido e trabalhado nos colaboradores.

Para isso, também é importante ficar de olho em traços que impedem essa habilidade, como o individualismo, a falta de comprometimento, a inflexibilidade como profissional e a ausência de uma comunicação eficiente. 

Conhecer e entender as habilidades do futuro é essencial para que os profissionais responsáveis pelo processo seletivo possam fazer contratações mais acertadas e alinhadas às necessidades das organizações. Além disso, em longo prazo, isso garante colaboradores mais engajados e motivados e o setor de RH consegue reter talentos que realmente contribuam para o crescimento da empresa. 

Ficou com alguma dúvida sobre as habilidades que serão valorizadas? Tem mais alguma informação a acrescentar? Deixe aqui nos comentários!

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